Parque zoobotânico que reproduz a Mata Atlântica, o Orquidário Municipal conta com cerca de 3.500 orquídeas de 120 espécies, a grande maioria afixada nas árvores. Inaugurado em 1945, era o maior parque do gênero, ao ar livre, do mundo, à época, e mantém-se como o segundo equipamento público em visitação na cidade, atrás apenas do Aquário.

Passeio imperdível para todas as idades, possui quase 500 animais de 70 espécies, muitos dos quais vivem soltos, a exemplo de cutias, cágados, jabutis, saracuras e pavões. Para completar, atrações como Trilha do Mel, Jardim Sensorial e Viveiro de Visitação Interna, onde as aves chegam a pousar bem perto das pessoas. O Setor de Zoologia do Orquidário é referência no atendimento a animais silvestres e realiza até procedimentos cirúrgicos e hospitalares.

Mata tropical urbana

Além da espécie que dá o nome ao parque, o Orquidário também possui cerca de 1.500 árvores e arbustos. É uma verdadeira Mata Tropical Urbana, formada por exemplares de diversos países do mundo. São árvores frutíferas e medicinais, além de nativas como o pau-brasil, embaúba, ipê-roxo e pau-ferro, totalizando 137 espécies arbóreas de 36 famílias. Com mais de 30 metros de altura, um exemplar de pau-rei é a árvore mais alta do parque e pode ser apreciada logo à entrada.

Recintos

No parque, há recintos especiais para os rapinantes (águia e corujas), jacarés, lontras, araras, tucanos, felinos, veados e primatas.

Orquídeas

O Orquidário possui exemplares da Cattleya Júlio Conceição, a 1ª orquídea híbrida branca poduzida no país. A espécie homenageia Júlio Conceição, o primeiro orquidófilo do Brasil e o precursor do parque santista. Após sua morte, em 1933, o acervo botânico de sua propriedade, exposto no Parque Indígena, foi adquirido pela Prefeitura, dando origem ao Orquidário. Ameaçada de extrinção, a Hadrolaelia purpurata, a mais representativa orquídea do litoral paulista, também pode ser apreciada nas alamedas do parque. A equipe técnica do Orquidário, formada por botânicos e biólogos, participa do trabalho de preservação das espécies, envolvendo-se com o cultivo e conservação de bromélias e samambaias. Os profissionais também participam de ações de salvamento, coletando exemplares de regiões naturais que passarão por processo de desmatamento autorizado pelo Ibama, órgão governamental responsável pelo meio ambiente.

Macaco-prego

Macaco-aranha-de-testa-branca, Ringo é o mais antigo da espécie que se encontra em cativeiro - ele chegou ao parque santista em 1977. A expectativa de vida média dessa espécie, na natureza, é de 35 anos.

História do Brasil

Pés de cacau, urucum, pau-brasil, mandioca, café e de banana formam o espaço das ‘Plantas que contam a História do Brasil’.

Trilha do Mel

A Trilha do Mel é ladeada por seis colmeias de abelhas silvestres, sem ferrão.

Ninfa

Obra do artista plástico João Baptista Ferri, a escultura Ninfa Náiade está no parque desde 1959. A peça, com 2,40 metros de altura, ficava, originalmente na Praça José Bonifácio e foi transferida por interferência de religiosos da Catedral.