Casa de Câmara e Cadeia

Projetada em 1836 e concluída 30 anos depois, em função das guerras do Uruguai e do Paraguai, a Casa de Câmara e Cadeia é  monumento arquitetônico de grande valor histórico e cultural de Santos. Importante centro cultural, foi desde 1994 sede das Oficinas Pagu, do Governo do Estado de São Paulo.

Com mais de 2 mil m², o prédio histórico abrigou, ao longo dos anos, a Câmara (1870 a 1896), cadeia, Fórum, delegacias de Polícia e foi cenário da proclamação, em 25 de novembro de 1894, da primeira e única Constituição Municipal do país.

A construção

Em pedra, cal, argila, areia e melado de cana-de-açúcar, a construção é típica do Brasil Colônia. O imperador D. Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina estiveram no prédio em 1876 e 1878. Dez anos mais tarde, foi a vez do conde d’Eu e da princesa Isabel, que, naquele mesmo ano, assinou a Lei Áurea. Para homenageá-la, o recinto de sessões da Câmara recebeu o seu nome, que foi mantido quando o Legislativo funcionou nos Casarões do Valongo e no prédio da Prefeitura.

Celas

O imóvel tem, no térreo, cinco salas, e oito antigas celas da cadeia, que começou a funcionar em 1870 e permaneceu ativa por mais de 80 anos. Uma delas foi ocupada por Patrícia Galvão, a primeira presa política do país. Conhecida pelo pseudônimo de Pagu, ela foi escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista, cartunista, jornalista e militante política brasileira. Quando a Câmara passsou a funcionar nos Casarões do Valongo (1896 a 1939), o imóvel continuou abrigando o Fórum, a cadeia e algumas delegacias de Polícia até 1956.