Palácio Saturnino de Brito

Construído no final do século XIX, o edificio-sede da Sabesp (Superintendência de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na Baixada Santista abriga, em seus 1.050m², a Superintendência da Unidade de Negócio e o Museu Saturnino de Brito.

Tem o aspecto atual desde 1936, quando passou por ampla reforma, que manteve o estilo arquitetônico clássico, com influências modernistas da época. Em Santos entrou em operação, atendendo uma população de 44.500 habitantes,  prevendo 66 quilômetros de redes, 12 quilômetros de emissários, dez estaçãoes elevatórias, uma usina terminal e uma ponte pênsil, chegando até as cidades vizinhas de São Vicente e Praia Grande.

Salão principal

Chamam a atenção a grande porta de entrada em ferro batido, a escadaria em mármore nacional emoldurada por imponente vitral multicolorido, que retrata a escalada da Serra do Mar pelos bandeirantes. Iluminando o hall de entrada, destaca-se uma cúpula também de vitral, em cujo centro está o escudo do Estado de São Paulo. O visitante pode conferir imagens dos canais de drenagem na época da inauguração (início do século 20), além de peças curiosas, móveis, equipamentos e projetos originais do engenheiro Francisco Rodrigues Saturnino de Brito – o sanitarista foi o responsável pelo pioneiro sistemas de drenagem e de rede de esgotos que livrou a cidade de epidemias e garantiu seu desenvolvimento.

Hall

No hall revestido de mármore, estão expostos os móveis utilizados pelo sanitarista Saturnino de Brito durante o período em que trabalhou na cidade e criou o sistema de canais de drenagem utilizados até hoje. Restauradas, estas peças ajudam a contar um importante trecho da história do saneamento em Santos. Em sala próxima, estão fotos sobre a história do saneamento da Baixada Santista. Com seis metros de altura, o vitral ‘Os Bandeirantes’ retrata a escalada da Serra do Mar pelos bandeirantes, acompanhados de indígenas, no transporte de riquezas. Bastante colorida e com figuras elaboradas, a imagem é equiparada ao moderno tropicalismo. Trata-se do primeiro trabalho no ‘estilo brasileiro’, criado por Conrado Sorgenicht, filho do artista alemão de mesmo nome que no século XIX trouxe para o Brasil a arte dos vitrais.