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animais marinhos

23.09.2010

Aquário constata que lixo está entre as causas da morte de animais marinhos

Ingestão de lixo, desequilíbrio energético, parasitas e aspergilose, doença pulmonar causada por fungo. Essas foram as causas da morte de 15 pinguins e de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas), cujaautópsia foi concluída na noite de terça-feira (20) pelos dois veterinários do Aquário. Já mortos e recolhidos na Praia da Gaivota, em Praia Grande, eles integram o grupo de 533 pinguins, 28 tartarugas e cinco golfinhos encontrados no litoral sul desde o último dia 6, de acordo com registros do Ibama.  
Desde sexta-feira (16), os veterinários Cristiane Lassálvia e Gustavo Dutra realizaram necrópsias para identificar os fatores que levaram os animais a óbito - o Aquário ainda mantém sob tratamento uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), que sobreviveuao mau tempo.
De acordo com a veterinária, é comum o aparecimento de pinguins nesta época do ano, fugindo do inverno na Patagônia. O desequilíbio energético, que debilitou os animais e facilitou o surgimento de doenças parasitárias, decorreu da diferença e da falta de alimento. “Na Patagônia, eles consomem anchoítas, que formam enormes cardumes, com centenas de milhares de peixes. Mas no litoral brasileiro encontram sardinhas, bem mais ágeis que as anchoítas, em cardumes menores e mais espalhados”, explicou.
Com menos alimento e mais desgaste físico para garantir a sobrevivência, os animais apresentaram desequilíbrio energético, o que facilitou a presença de parasitas e fungos. “Cerca de 60% dos animais debilitados morrem nas primeiras 48h”, acrescentou Gustavo Dutra, frisando que o mar agitado apressou o desfecho. Ele acredita que os animais trazidos pela ressaca em avançado estágio de decomposição morreram em alto mar e serviram de alimento para outras espécies marinhas.
PIONEIRISMO - Aquário é a primeira instituição brasileira a resgatar e recuperar animais marinhos. Em 2009, a equipe atendeu cerca de 100 deles. No mês passado, um casal de atobás, uma gaivota e um biguá, que permaneceram durante dois meses em tratamento no parque, foram soltos na natureza. Quem encontrar algum animal ferido na praia deve entrar em contato com o Ibama pelo 0800-618080 ou com a Polícia Ambiental, pelos telefones 3358-4669 ou 3354-2800.

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