Cidade de praia, privilegiada pelo sol e pelo mar de águas calmas, mas com infraestrutura de metrópole e repleta de belezas e atrações para todas as idades, o ano todo.

Curiosidades de Santos

  • Nossa Senhora do Monte Serrat é a santa padroeira da cidade, que a ela atribui vários milagres. Foi a santa que, em 1615, salvou a Vila de Santos de um ataque de piratas holandeses e livrou o barco nacional Araguary de um naufrágio certo, em 1926. O santuário, no alto do Monte Serrat, conta com a Sala dos Milagres, repleta de peças em agradecimento às graças recebidas. A cidade reverencia e renova sua fé em Nossa Senhora a cada 8 de setembro, com grande festa popular.
  • SurfistaO surf foi praticado em Santos, em 1934, pela primeira vez no Brasil -  o pioneirismo coube ao norte-americano Thomas Ernest Ritscher Jr., que copiou modelo encontrado na revista norte-americana Popular Mechanics e construiu a primeira prancha de que se tem notícia no país, denominada tábua havaiana, com a qual surfou na Praia do Gonzaga.
  • Único esporte tipicamente brasileiro, o tamboréu nasceu nas praias santistas nos anos 1930. Praticamente, só se joga tamboréu em Santos e, quando se vê alguém praticando o esporte em outra localidade, pode contar que foi ensinado por um santista. 
  • Sua irmã, Margot Ritscher, foi a primeira mulher a surfar em uma ‘tábua havaiana’, em 1936. Ambos impressionavam os banhistas, que desconheciam a existência da peça e achavam que eles estavam andando sobre a água. Incentivada pelo pai, que a ensinou a velejar e nadar, Margot demonstrou sua paixão pelo mar desde pequena. Nos anos 1940, ela surfava antes de trabalhar. Seu fox terrier a acompanhava e ficava na areia esperando a dona. Mas a prática do surf só se popularizou nos anos 1960. Mas, por preconceito, as mulheres não aderiram ao esporte – naquela época, não era uma atividade para mulheres de família. Como Margot nunca pensou em se casar, dedicava seu tempo livre ao surf.
  • Já o santista Osmar Gonçalves (1922-1999) foi o primeiro brasileiro a surfar – isso aconteceu na Praia do Gonzaga, em Santos, em 1939. Junto com dois amigos, ele construiu uma tábua havaiana, copiando modelo publicado na revista norte-americana  Popular Mechanics – a peça tinha 3,60 metros e pesava 80 quilos.
  • O tatuador Knud Harld Likke Gregersen nasceu na cidade de Copenhague em 14 de maio de 1928 e fixou-se na rua João Otávio, em Santos, onde concentrava seus clientes marinheiros, mas em pouco tempo, mudou-se para a rua General Câmara e montou o seu estúdio próximo ao cais, na época, uma zona de boemia e prostituição de Santos, o que contribuiu para a disseminação do preconceito e discriminação da prática. Lucky foi notícia nos jornais: em 1975, o jornal O Globo o considerou o único tatuador profissional da América do Sul. Ele ficou muito conhecido na década de 70, quando tatuou um grupo de surfistas conhecidos como "meninos do Rio", liderados por Petit, que "comandavam" o piér de Ipanema, e inspiraram Caetano Veloso a escrever a canção 'Menino do Rio'. O dia 20 de julho ficou conhecido como 'dia do tatuador' em homenagem a Lucky Tattoo.
  • Santos foi declarada território livre em 1886, dois anos antes da assinatura da Lei Áurea, em 1888, pela Princesa Isabel.
  • Muitos moradores acreditam que o leito da Lagoa da Saudade, no alto do Morro da Nova Cintra, é um extinto vulcão
  • Durante muitos anos, a Lagoa da Saudade (Morro da Nova Cintra) esteve envolta em mistério, pois moradores garantiam ter visto um jacaré. Em fevereiro de 2004 veio a confirmação: um jacaré-de-papo-amarelo saiu da lagoa, atravessou a avenida e se escondeu em uma casa em construção. Apelidado de Fiorentina, o réptil foi recolhido pelo Ibama e encaminhado para o Criadouro Conservacionista de Arurá, em Volta  Redonda (RJ). Em novembro desse mesmo ano, foi encontrado um filhote de jacaré em uma rua do Morro da Nova Cintra e, em janeiro de 2005, outro réptil, adulto, foi localizado nas proximidades da Lagoa da Saudade. Todos foram encaminhados para Arurá, criado para preservar espécies em extinção.
  • Os santistas atribuem a Santo Antonio do Valongo o milagre de impedir, em meados de século XIX, a demolição da igreja que leva o seu nome, para a construção da estação da São Paulo Railway, a primeira do Estado de São Paulo. Nenhum operário conseguiu remover a estátua do santo, só o mosteiro da igreja foi destruído para construir a estação e o Santuário do Valongo existe até hoje.
  • A imagem de Santa Catarina de Alexandria, existente na primeira capela que existiu em Santos, foi lançada ao mar em 1591, durante um ataque  de piratas ingleses. Setenta e dois anos depois, a santa foi encontrada por escravos, em uma rede, durante uma pescaria. A imagem, em terracota, pode ser apreciada no Museu de Arte Sacra de Santos.
  • Criado em 1532, o Madre de Deus é o primeiro sítio que se tem notícia, no Brasil. Ele fica no bairro Nossa Senhora das Neves (conhecido como Sítio das Neves), na área continental, e foi instalado logo após a chegada da esquadra de Martim Afonso de Souza, que marca o início da colonização, de acordo com a obra ‘História de Santos’, de Francisco Martins dos Santos.  O bairro fica na margem esquerda da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, entre os quilômetros 72 e 73, a 27 quilômetros do Centro de Santos.
  • Santos foi a primeira cidade brasileira a comemorar o 1º de Maio, em 1885.
  • O ‘Patriarca da Independência’, José Bonifácio de Andrada e Silva, nasceu em Santos, em 13 de junho de 1763.
  • Também nasceu em Santos, em 1685, o padre Bartholomeu de Gusmão, o ‘pai da aviação’, que em 1709 inventou o aeróstato de ar quente  (balão), ao qual denominou ‘Passarola’.
  • O bairro Quilombo, na área continental, faz referência a um antigo acampamento de escravos fugitivos, destruído pela Guarda Imperial entre 1830 e 1840, de acordo com atas da Câmara de Santos. O bairro tem como destaque o Vale do Quilombo,  área da Mata Atlântica tombada pelo Condephaat, onde  moram 36 famílias, conforme registros da Prefeitura, em setembro de 2010. A entrada para o bairro fica no quilômetro 67 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, a 27 quilômetros do Centro de Santos.
  • CaféNas ruas XV de Novembro e do Comércio, no Centro Histórico de Santos, é muito comum encontrar grãos de café espalhados pelo chão. Isso acontece porque o produto sempre cai das latinhas dos classificadores que circulam entre os escritórios de café, instalados nessas vias. 
  • Santos tem 1.383 vias públicas, 727 das quais com largura inferior a 14 metros.
  • Ninguém imagina, mas na Área Continental de Santos é possível realizar trilhar de ecoturismo e esportes de aventura. A região é de Mata Atlântica intensa e possui rios, lagos e até cachoeiras.
  • O maior bairro do Município de Santos (considerando áreas insular e continental) é o Guarapá, com 6.991 km² (6.991.157 m²). Esse bairro fica da área continenta.
  • O maior bairro de Santos-ilha é o Alemoa, com 2.507 km² (2.507.027 m²).
  • O menor bairro é o Morro Fontana, com 0,072 km² (72.573 m²).
  • O último bairro criado em Santos foi o Villa Haddad, em 2003.
  • O bairro Aparecida é o que possui maior densidade populacional, com 24.415,38 habitantes/km². O bairro tem área de 1,512 km² e 36.940 moradores (censo IBGE 2000).
  • Caruara é o bairro mais distante de Santos. Ele fica na área continental, a cerca de 15 km do marco zero, localizado na Praça Mauá (Centro Histórico).
  • Os bairros Nossa Senhora das Neves (conhecido como Sítio das Neves), Quilombo e Barnabé, localizados na área continental, são os únicos, em Santos, onde não há registro oficial de moradores.
  • Com 231, 6 km², a área continental de Santos é  quase seis vezes maior do que a parte insular da cidade (tem apenas 39, 4 km²), e conta com 4 mil moradores em seu nove bairros. Ali se encontra uma reserva ecológica com 206 quilômetros quadrados. A área continental faz limite com os municípios de Cubatão, Guarujá e Bertioga, e no alto da Serra do Mar, com Santo André e Mogi das Cruzes. Até 1999, havia apenas três bairros - Ilha Diana, Caruara e Monte Cabrão. Com a aprovação da Lei de Uso e Ocupação do Solo da Região, em 1999, a área foi repartida em nove seções, formando bairros regularizados: Quilombo, Nossa Senhora das Neves, Barnabé, Guarapá, Caruara, Trindade, Cabuçu-Caetê e Iriri, além de Monte Cabrão.
  • O Marco Distrital de Santos, ou Marco Zero, existente na Praça Mauá, no Centro Histórico, foi o primeiro a ser criado para fins de cadastro imobiliário no Estado de São Paulo, em 12 de fevereiro de 1940. 
  • Aquela espécie de risoto à brasileira, com arroz molhadinho, pedaços de frango, linguiça, paio, bacon e repolho, batizado de Arroz de Braga , não é um prato português, como muitos pensam. Aliás, nem existe essa receita em Portugal. Ela é resultado da criatividade do dono de um restaurante de Santos, que, para não deixar de servir os clientes que, certa vez, chegaram tarde para jantar, juntou as sobras na panela e preparou esse prato ‘especial’. Isso aconteceu por volta da virada do século 20 e o prato ficou a princípio conhecido como o Arroz do Braga. O nome do restaurante, localizado na Rua Itororó, entretanto, se perdeu no tempo. A receita faz jus à tradição de Santos, já que o arroz é antiga ocupação agrícola da cidade, cultivado na Ilha Barnabé, no século 16, por iniciativa de Braz Cubas, fundador de Santos, com sementes trazidas de Cabo Verde. “Santos (...) produz o arroz mais apreciado do Brasil”, elogiou o pintor e desenhista francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) na obra Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, publicada na França entre 1834 e 1839.
  • Além do tamboréu e do surf, Santos é também o ‘berço’ do badminton no Brasil. A primeira quadra oficial do esporte no país foi instalada no Santos Atlético Clube, conhecido por Clube dos Ingleses, no bairro José Menino. Em 1938, para fugir da chuva que mantinha as quadras de tênis interditadas, R.E. McNeil, A.W. Cameron, Cpt. Ponds, W.R. Taylor, J. Tate, C.A. Harper e esposas montaram uma quadra de badminton no salão social do clube. O esporte recreativo caiu no gosto dos sócios, pois homens e mulheres diputavam de igual para igual. O badminton é o esporte de raquetes mais rápido do planeta. Enquanto no tênis o saque mais veloz já registrado atingiu 263km/h (do australiano Samuel Groth), no badminton a velocidade da peteca em um jogo profissional pode ultrapassar os 300km/h.
  • O primeiro programa de culinária do país foi transmitido pela TV Santos (canal 5 de Santos, subestação da TV Paulista, da Organizações Victor Costa) no dia 11 de fevereiro de 1958, a cargo de Ofélia Ramos Anunciato (Itatiba, 1924 – São Paulo, 1998). Ela já assinava uma coluna de receitas nos jornais A Tribuna (Santos) e A Gazeta (São Paulo). Seis meses depois da estreia, foi contratada pela TV Tupi de São Paulo, sobdireção de Abelardo Figueiredo, depois famoso como Chacrinha. Ofélia foi a culinarista do programa Revista Feminina, o primeiro da tv brasileira voltado a esse público, onde ficou até 1968, quando toda a equipe transferiu-se para a Rede Bandeirantes. Nela, ganhou um programa próprio, Cozinha Maravilhosa da Ofélia, apresentado por ela durante 30 anos.