Casa do Trem Bélico

Foto topo: Raimundo Rosa

  

A Casa do Trem Bélico é a única edificação colonial-militar do gênero, no país, com as características setecentistas portuguesas originais e o mais antigo prédio público da cidade.

Construída entre 1640 e 1656 para ser depósito de trem-de-guerra - isto é, munições, armas e equipamentos para proteção da então Vila de Santos contra ataques de índios e piratas -, a Casa do Trem Bélico é a sede do Circuito Turístico dos Fortes.

Degraus

Com 21 degraus de altura e profundidade diferentes, a escadaria externa foi construída de forma a dificultar o acesso de invasores ao prédio, já que o ingresso ao pavimento superior dava-se somente por ela. As desigualdades faziam com que os eventuais salteadores perdessem o equilíbrio e caíssem da escadaria, caso tentassem subir correndo.

 

Foto: Tadeu Nascimento

Arquitetura antiga

O edifício mantém a mesma arquitetura desde 1738. Os batentes em pedra são da época da construção (meados do século 17) e as paredes, com 90 a 95 centímetros de espessura, foram feitas com uma mistura de pedra, cal de sambaqui e óleo de baleia. O telhado, com tribeira (três camadas de telhas), demonstrava poder máximo.

  

Foto: Susan Hortas

Técnica portuguesa

O piso do 1º andar é original, confeccionado com madeira de árvores da região e instalado obedecendo à técnica portuguesa de encaixe, sem parafusos, pregos ou uso de cola.

 

Foto: Ronaldo Andrade

Linha do tempo

Na sala principal do térreo, um grande painel horizontal mostra, em três faixas de uma Linha do Tempo, os principais acontecimentos no período de 1490 a 1822 no mundo, em Portugal, no Brasil e em São Paulo.

 

Foto: Rosangela Menezes

Sala dos Fortes

A Sala dos Fortes mostra como a região é rica em construções militares. Nela encontra-se o primeiro forte construído no Brasil - o de São João, em Bertioga (1532) - e o último, o dos Andradas, em Guarujá (1942).

  

Foto: Tadeu Nascimento

Salão Maria Inah Rangel

Espaço para exposições temporárias, o Salão Maria Inah Rangel, no 1º andar, possui ‘namoradeiras’ junto às janelas, em pedra original da construção. É a única sala que conta com janelas com vistas para o mar e para os morros, vigiados noite e dia, à época, por sentinelas.
A sala homenageia a restauradora e artista plástica santista, que teve atuação relevante na recuperação do patrimônio artístico, histórico e arquitetônico de Santos. Responsável pela conservação e restauração do acervo de arte do Paço Municipal, ela morreu em 2009, aos 55 anos.

  

Foto: Rosangela Menezes
 

História

Patrimônio nacional desde 1940, a Casa do Trem Bélico  já funcionou como Tiro de Guerra, escola, seção de alistamento eleitoral, Serviço de Subsistência do Exército e Centro da Juventude. Em 2009, a edificação foi restaurada e modernizada.

  

Foto: Vanessa Rodrigues