Museu do Porto

Instalado em um casarão de estilo vitoriano de 1902, o museu foi inaugurado em 1º de setembro de 1989, com documentos, peças históricas, biblioteca e equipamentos utilizados na construção dos primeiros metros de cais. Telefones antigos, máquinas de escrever, aparelhos oftalmológicos e lanternas de navios também fazem parte do acervo. A construção foi primeiramente residência do inspetor-geral da Cia. Docas, Ismael de Souza, e depois escritório administrativo.

Benedicto Calixto

Há também imagens de obras do pintor Benedicto Calixto, que tem diversos trabalhos inspirados nos antigos trapiches, onde antes acostavam as embarcações, e do navio Nasmith, de bandeira inglesa, que em 2 de fevereiro de 1892 inaugurou os primeiros 260 metros de cais acostável, na área ainda hoje denominada Valongo.

Tetraciclo

No porão, encontra-se um tetraciclo construído em 1902 – ele andava sobre os trilhos e era utilizado para fiscalizar as obras do porto. Há ainda diversos equipamentos de segurança utilizados pelos trabalhadores, como luvas, além de ferramentas e modelagens.

Relíquias

Algumas das principais atrações estão no jardim do museu, entre elas a locomotiva Lavoura, de 1889, utilizada no transporte dos primeiros blocos de pedra para a construção do cais; a lancha Igara, de 1926, utilizada nas visitas técnicas do porto, e o bico de proa do navio Air Giorgis, que sofreu naufrágio em 1974 e ficou no Estuário por 25 anos até ser resgatado. Outras relíquias são o sino, que no século 20 anunciava aos trabalhadores a hora de descanso e o fim do dia de trabalho, e uma bússola de 1892. Locomotiva a carvão de fabricação alemã, Lavoura foi utilizada para o transporte de blocos de rocha para a construção do cais, e depois serviu ao transporte de pessoas e cargas na Usina Hidrelétrica de Itatinga, onde operou até 1988. Incorporada ao Museu do Porto, foi restaurada pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), em criterioso trabalho de quatro anos, concluído em novembro de 2020.