Evento celebra a dança e une gerações em Santos
A segunda edição do Cultura em Movimento transformou o Centro de Cultura Patrícia Galvão em um grande palco de celebração da dança, reunindo diferentes gerações, estilos e histórias. Foram dois dias intensos de programação, com oficinas, workshops e apresentações,reafirmando o papel da dança como ferramenta de inclusão, expressão e transformação social.
Entre os destaques, a presença de nomes consagrados, como o coreógrafo Carlinhos de Jesus, trouxe ainda mais brilho à programação. No sábado (2), ele ministrou uma aula e também participou do baile de encerramento do dia.

Em sua fala, ressaltou a importância de iniciativas públicas voltadas à cultura: “A prefeitura de Santos tem uma preocupação especial com a Cultura. Quando se investe na arte, investe-se na dignidade e na identidade das pessoas”.
CARISMA
Outra atração do dia foi o coreógrafo Diego Borges, que arrastou uma multidão para sua aula. Embalado pelo hit ‘Time of my Life’, parte da trilha do filme Dirty Dancing, o professor deu um show de carisma, e provou de perto porque é um fenômeno nas redes sociais, onde possui mais de 2,5 milhões de seguidores, apenas no seu perfil no Instagram.
“Estou sempre interagindo nas redes, mas quando estou perto das pessoas sinto a energia delas. Só tento devolver essa coisa gostosa”.

DIVERSIDADE
O evento também foi marcado pela diversidade de público. Entre os participantes, dois aposentados encontraram na dança uma forma de bem-estar e socialização.
Rose Mary de Almeida começou a dançar há oito anos, e fez uso da arte para vencer um luto: “Após o falecimento do meu marido, entrei em depressão, e a dança foi a minha salvação. A dança é o ‘analgésico’ para as minhas dores”.
Já Antônio Batista dos Santos dançou quase a vida inteira, mas destacou que após a aposentadoria passou a estudar mais. Amante de tango e bolero, ele destacou o aspecto social da arte: “Se eu vivesse sem dançar, a minha vida não seria boa. A dança transforma a nossa vida. Deixa a gente até mais bonito”.
JOVENS
Entre os jovens que participaram do evento, o entusiasmo também era evidente. A estudante Maria Clara dos Santos é aluna do projeto Fábrica Cultural da Secult, e estava participando de uma oficina de dança urbana.
“Eventos assim é uma chance de a gente aprender mais sobre a nossa arte. Difícil é querer ir embora depois que acaba”, brincou.

Outra participante da atividade, a também aluna do Fábrica Cultural, Maitê Nunes Bataglia já passou pelo balé, mas batida da dança de rua a fez abandonar as sapatilhas de ponta.
Sobre o seu sentimento em relação à dança, a jovem definiu: “É uma alegria que só dança me faz sentir, só quem dança sabe”.