Vista em contraponto da fachada neogótica em tons de bege e branco do Centro Português, com três grandes janelas em arco e pináculos pontiagudos contra um céu claro. No centro superior, o emblema da instituição está gravado sob a balaustrada decorada.

Centro Cultural Português

Foto topo: Ronaldo Andrade

   

Único em estilo neomanuelino existente no Estado de São Paulo e um dos poucos do Brasil, o prédio foi inaugurado em 1900, ainda incompleto, após dois anos de obras – o projeto de dois engenheiros lusitanos terminou no ano seguinte. Em 1945, o Real Centro Português passou a ser chamado de Centro Português e, em 2008, com a fusão da Social União Portuguesa, recebeu o nome de Centro Cultural Português. O prédio centenário funciona como sede administrativa e cultural, enquanto a outra unidade abriga as atividades sociais.

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3º Varal do Design começa domingo no Sesc e vai discutir atitudes pessoais

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Vinte cartazes selecionados por grandes nomes do cenário nacional participam do 3º Varal do Design, a ser aberto domingo (12), às 16h, no mezanino do Sesc (R. Conselheiro Ribas, 136, Aparecida). Voltado à descoberta de novos talentos, o evento tem como tema ‘Minha atitude afeta o mundo’ e a classificação dos trabalhos será anunciada durante a inauguração. A mostra, com entrada franca, poderá ser apreciada até o dia 10 de dezembro, sempre das 10 às 21h30.

  

Concha Acústica Vicente de Carvalho

Projetada pelo arquiteto Carlos Prates, com capacidade para 300 espectadores, a Concha foi inaugurada em junho de 1981 ao lado do Canal 3, na orla, durante o 93º aniversário do bairro Gonzaga. O espaço funciona como um centro de cultura ao ar livre, onde são promovidos espetáculos artísticos e culturais, além de exposições.

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Domingo tem concurso de bandas e fanfarras no Boqueirão

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Com quatro categorias na disputa de troféus, o 2º Concurso Oficial de Bandas e Fanfarras será realizado domingo, a partir das 9h, na Avenida Conselheiro Nébias, trecho entre a vias Bartolomeu de Gusmão e Epitácio Pessoa, no Boqueirão. A realização é da Banda Família do Bem, em parceria com a Prefeitura de Santos e patrocínio da Nita Alimentos.

         

Teatro Guarany

Foto topo: Anderson Bianchi

  

Primeiro edifício construído para fins teatrais em Santos, foi inaugurado em dezembro de 1882 e destruído por um incêndio em 1981, que poupou apenas as paredes externas. Reconstruído e entregue em 2008, tem interior moderno e a fachada de inspiração neoclássica do projeto original. Destaque para as pinturas de Paulo Von Poser no teto e no foyer do segundo piso. No prédio, funcionam a Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo e a sala de espetáculo Carlos Alberto Soffredini, que homenageiam, respectivamente, o ator e o dramaturgo santistas - ambos foram também diretores de teatro.

Teatro Coliseu

Foto topo: Tadeu Nascimento

 

Maior teatro da cidade, com capacidade para 1 mil espectadores, o Teatro Coliseu possui a configuração atual desde 1924. O prédio em estilo eclético, belos afrescos e detalhes arquitetônicos, conta com acústica excelente e requintes de decoração que lhe deram fama e o classificaram entre os melhores do país.

Palco da estreia do cinema falado em Santos, em 1929, o Teatro Coliseu recebeu os principais musicais, concertos, óperas, peças teatrais e outros espetáculos de companhias nacionais e internacionais. Entrou em decadência nos anos 1970 e foi desativado na década seguinte. Abandonado, passou quase 10 anos em obras de recuperação e reabriu as portas em 2006.

A imagem mostra um elegante edifício histórico de cor clara, com forte inspiração eclética e art nouveau, cercado por jardins bem cuidados. A construção se destaca pela fachada ornamentada, com sacadas curvas, colunas esguias e delicados elementos decorativos em relevo.

Pinacoteca Benedicto Calixto

Foto topo: Marcelo Martins

 

Instalada em belo casarão de estilo neoclássico do início do século XX, a Pinacoteca Benedicto Calixto é importante espaço cultural da cidade, com happy hour musical, cursos e eventos variados para crianças e adultos, sobretudo aos fins de semana.

A casa, a última da orla santista que mantém as características da época dos barões do café, serviu de residência familiar, asilo de idosos, pensionato de moças e até cortiço, antes de ser declarada de utilidade pública, em 1979, e começar a ser restaurada sete anos depois.

No térreo estão biblioteca de livros de arte e exposição permanente de obras de Calixto, considerado um dos maiores expoentes da pintura brasileira do início do século XX. O andar superior funciona como galeria de mostras temporárias.

Uma fotografia em plano inclinado captura um sarcófago ou tumba monumental parcialmente coberta com tecido preto, ladeada por bandeiras (incluindo a do Brasil em primeiro plano) dentro de um ambiente interno de mármore escuro

Pantheon dos Andradas

Foto topo: Tadeu Nascimento

 

Jazigo das cinzas de José Bonifácio de Andrada e Silva, o ‘Patriarca da Independência’, e de seus irmãos Antonio Carlos, Martim Francisco e padre Patrício Manuel, o pantheon foi inaugurado em 7 de setembro de 1923. O templo cívico ocupa o espaço da antiga portaria do Convento do Carmo e conta com monumento projetado pelo escultor Rodolfo Bernardelli, feito na Itália – as peças chegaram em 19 caixas, foram a leilão por questões alfandegárias e arrematadas por comerciantes e pela Sociedade Humanitária de Santos.

Um prédio histórico de cor salmão, com janelas de venezianas verdes e telhado com ameias. Ele está construído sobre um grande rochedo e cercado por vegetação

Outeiro de Santa Catarina

Foto topo: Tadeu Nascimento

 

É o marco da fundação da Vila de Santos. No século XVI, Luis Góis e sua mulher ergueram, na base do pequeno morro, a Capela de Santa Catarina de Alexandria, junto à qual foi construída, em 1543, a primeira Santa Casa do País. Durante anos, o outeiro forneceu pedras para o calçamento das ruas e a ampliação do porto. Entre 1880 e 1884, o médico italiano João Éboli mandou construir uma casa acastelada no bloco de rocha que restou do monte.
 

 

Uma cena de arte sacra em um quarto iluminado pela luz de uma janela aberta, onde uma escultura de Jesus morto repousa em um leito coberto com um tecido roxo, com outras estátuas e um crucifixo na parede ao fundo

Museu de Arte Sacra

Foto topo: Francisco Arrais

    

O complexo arquitetônico beneditino, composto pela Igreja de Nossa Senhora do Desterro e o antigo Mosteiro de São Bento, é hoje o Museu de Arte Sacra de Santos. Ele foi inaugurado em 11 de julho de 1981, por iniciativa do então bispo diocesano Dom David Picão.

O acervo reúne mais de 600 peças sacras e religiosas, de cunho erudito e popular do século XVI ao XX, entre esculturas, pinturas, objetos litúrgicos e indumentárias. Faz parte do acervo a imagem mais antiga do Brasil com autor conhecido: a de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1560, de João Gonçalo Fernandes.